24 abril 2014

Micose em cães e gatos






As micoses cutâneas são doenças causadas por fungos, e podem ser classificadas, quanto à localização, em superficiais e profundas. 
Em cães e gatos as micoses superficiais são muito mais freqüentes do que as profundas. 
Dentre as micoses superficiais, as mais comuns são a dermatofitose, que se constitui como zoonose, ou seja, é transmissível ao homem e a outros animais, e é mais prevalente no gato do que no cão; A malasseziose, uma levedurose raramente transmissível ao homem, e que de forma inversa à anterior, é mais comum no cão do que no gato; e a candidíase, micose que acomete as regiões muco-cutâneas e mucosas, mas raramente descrita em cães e gatos. 
Em termos de ocorrência, a malasseziose vem em primeiro lugar na casuística dermatológica, e caracteriza-se por perda de pelame, escurecimento da pele e odor rançoso característico, bem como uma alteração da pele chamada de liquenificação, que ao toque mostra-se como aspereza e espessamento das áreas afetadas. As regiões ventrais do corpo, bem como as dobras e pregas cutâneas, são as mais acometidas, o que confere à ela a sinonímia de “doença da linha d’água “. 
Esta dermatopatia acomete preferencialmente cães de pelame longo, e vem acompanhada de muita coceira. O fungo habita na pele e nos meatos acústicos normais do cão e do gato, e se prolifera em situações onde há excesso de umidade e oleosidade (seborréia), alergias, sarnas, doenças endócrinas e metabólicas. 
Já as dermatofitoses são a segunda micose em termos de ocorrência, e os felinos jovens são os mais acometidos. Podem ser adquiridos em pet shops pelo contato com toalhas, pentes, escovas, lâminas de tosa, bem como pelo contato direto entre os animais.  As lesões se mostram como áreas policíclicas ou circulares de perda pilosa, com escamas e pouco prurido. 
As micoses profundas, por sua vez, são raras e geralmente graves, e podem acometer outros órgãos além da pele, como pulmões, sistema nervoso, fígado, dentre outros. 
Todas as micoses devem ser corretamente diagnosticadas e tratadas pelo veterinário, levando-se em conta uma série de fatores como prenhez, lactação, idade, estado nutricional do animal, funcionamento do fígado e dos rins, já que os anti-fúngicos são na grande maioria drogas hepatotóxicas. 

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